
Quem sabe nas próximas horas alem de sombras, vejo luzes.
Idéias repetidas. Sentimentos iguais. Alucinações de um errabundo. (Não busque verdades, não procure coerência. Aqui é o meu espaço, onde posso ser do jeito que nunca fui.) בהמות


Vindo de um buraco

Cedo ou tarde acordo de você.
Velejo em outros mares, coberto de tristeza... Meu precário barco corta o gelo dos lençóis, arrastando minha angustia. Um porto. Cansei de mar, odeio a noite. Só preciso de ternura envolta em algodão.
Ando assustado, ouvindo vozes. Devorado por aparições medonhas e antigas.
Tempo mestre da dor, armadura forte.
Nada, não quero nada. Sempre deixei claras as minhas vontades.
Transpor pragas em papel fizeram o ontem me libertar. Criou coragem para acordar. Supérfluo lugar onde despejo saudade.
Faça minhas palavras atingirem os martelos, bigornas e estribos. Fogo cruel queimando maldades crie crostas de cinza. Controle minha vida e me faça real. Quero carvão ardendo em minhas mãos, peço marcas permanentes. Mostram o que passei através dos anos.
Enxergue nelas nossa culpa, sinta cheiro de queimado. Acredito na dor como passatempo aos amantes. Fiz dela brincadeira e liberdade. E hoje se encerra a minha amargura.
Preciso deixar tudo isso ir embora e seguir em frente. Não recebi o que queria para me reerguer, por conta própria decido crescer. Queria fazer parte de você, assim como você faz parte de mim. Não quero que meu amor suma como fumaça. O amargo sentimento de perda se foi assim. Consumido.

Raro exemplar exposto.
Corte feito pela mágoa, nutrindo amargura.
Posso voar, rugir e correr.
De repente alguém te puxa do lodo.







