
Queria deixar em paz, esquecer, fingir de morto...
Mas retorno ao mesmo ponto. Que o desapego fosse mais simples, direto e rápido. Fosse ligeiro, qualquer coisa, mas que fosse, que acontecesse.
...
Nado em correnteza muda, nenhum sinal de vozes conhecidas... E com isso faço dos meus medos costumes. Manias, síndromes e o velho frio no estômago. Quando as ouço, faço delas certeza, vontade de voltar a terra... Não basta querer se o mar impede o retorno, mantendo afastado meu sossego em braços rabiscados.
...
E ter quase certeza que nada que eu faça irá fazer ouvir o porque da maré aumentar e me carregar pro fundo. Desmoronei no meio do oceano, vendo o barco levando dois... Você e ele.
Joga a ancora!
Não passo do fundo, nada me fará afundar mais ou até irá... Pois o silêncio permanece solido.
Como manter isso longe? Quero o mais próximo possível, colado...
Irmão siamês.

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