Velejo em outros mares, coberto de tristeza... Meu precário barco corta o gelo dos lençóis, arrastando minha angustia. Um porto. Cansei de mar, odeio a noite. Só preciso de ternura envolta em algodão.Sigo a corrente, deixo levar-me para os redemoinhos, suplicando afogar. Ver-me livre do peso da espera.
Âncoras, camadas frias, montanhas e eu no barquinho esperando sumir. Que seja breve e que sinta o máximo de dor possível. O gelo cortando meu corpo, agulhas. Hipotermia, terminações nervosas desativadas e o sono que sempre quis.

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