sexta-feira, 9 de novembro de 2007

ALGUM BURACO

Vindo de um buraco
Aflora sensação de vazio.
Semelhante a fome
Cria vácuo no estomago.
O não-olhar afiado
Marcando minha roupa.
Sendo visto e jamais discutido,
Faz de mim algo encravado.
Em verdades, fatos, mentiras e casos.
Jejuando e pedindo que o período de seca acabe.
Gerando mais caos, minha mente se contrai
Inventa medos e me faz acordar no meio da noite.

Ontem pesadelo, hoje sonho horrendo.