
A espera me esgota.
Torna tudo em volta opaco.
Faz do vazio companhia.
E aonde se apoiar?
Nas frestas do poço?
Na lembrança?
Devastado, o apego se torna fraco.
Esfarela, corre feito areia nas fissuras.
Vivo do mesmo.
Aumento traumas.
E espero respostas.
Exonerar o passado por causa própria cria ferida no peito de outro.
Cabe a mim o curativo.
Não leia, não sofra...
Apenas diga.
Erga-me.
Que não seja meu, mas me tenha.
