terça-feira, 6 de novembro de 2007

DESAFIANDO GRAVIDADE


É devastador o efeito da saudade.
De se ater sempre nas lembranças boas.
Poder ver tudo de bom que aconteceu conosco.
Mas, é terrível saber que não faço parte de nada, alem de uma lembrança.
Ser só mais um item no seu quadro de fotos.
E fazer de tudo pra esquecer, ignorar qualquer resquício de amor que se mantém.
Estou só e amo alguém sem saber o porque.
Não faço mais parte de nada seu e mesmo assim ainda tento achar uma solução pra que isso se reverta.
Acordar de madrugada com um plano incrível pra que nada disso acontecesse mais.
Desejar ser tão importante quanto uma serie de TV ou uma HQ.
Só por existir, ser reconhecido como algo necessário.
E volto a dormir porque chorar não faz meus planos se concretizarem.
Ta entalado na garganta tudo aquilo que estou passando.
Assistir alguém cantar exatamente o que sinto, e não conseguir chorar por que você não veria meu sofrimento e entenderia esse ato.
Tocar outra pessoa e querer sentir tudo que sinto por você.
Poder falar algo tão substancial que prove realmente que amo sem esforço e com muita vontade.
Ouvir sua voz sem alimentar rancor.
Guardar fotos e não queima-las.
To confuso porque não sei ainda o que faz sentir a mesma coisa que senti quando tocou “Sentimental” e torcendo profundamente que você aceitasse ser meu namorado.
Esperei um momento marcante pra que você lembrasse sempre quando escutasse a musica.
Quem dera pudesse desafiar a gravidade, provar que o que sinto é sem falhas, é consistente.
É enorme, denso, grandioso.
Mas nunca foi possível, tal maneira de provar jamais existiu e saber disso me destrói.
(Merda de blog que não deixa dispor o texto do meu jeito!!!)