sexta-feira, 27 de novembro de 2009

THE DRAGON LADY MIXTAPE


00. The Dragon Lady Fashion Editor Miss Maxwell Intro
01. Numero# - Star Model (Le Matos Poindexter Remix)
02. Underworld - Ring Road (AutoKratz Left Hand Drive Remix)
03. The Hours - See The Light (Calvin Harris Remix)
04. Simian Mobile Disco - Audacity Of Huge (Dekker & Johan Remix)
05. The Sounds - No One Sleeps When I'm Awake (La Dolce Vita Remix)
06. Sally Shapiro - Love In July (Le Prix Remix)
07. VHS or Beta - Feel It When You Know (LA Riots Remix)
08. Mini Viva - Left My Heart In Tokyo (Treasure Fingers Remix)
09. Baldo & Marshall - Swahili Song (Original Mix)
10. Gossip - Love Long Distance (Riva Starr Remix)
11. Crystal Fighters – I Love London (Zombie Disco Squad Remix)
12. Yeah Yeah Yeahs - Heads Will Roll (A-Trak Remix) (Andre Pipipi Funk Edit)
13. Maskinen Feat. Marina Gasolina - Dansa Med Vapen

DOWNLOAD LINK:
http://www.zshare.net/audio/6908574794159d71/

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

RETICÊNCIAS...


É brilho de alvitre.
Veja na abóbada celeste, sua alcunha estrela dissimula a força da visão.
É luz e dolo.
Algo que não existe, apenas fantasma luminoso.
Faz refletir que sentir saudades parece quimera.
Será que existe tal sentimento, será que algo tão doloroso não seja embuste para a dor de não ter alguém?
Pontinhos brancos no firmamento ou inúmeras reticências?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

PÍLULA


Das saudades e sumiços...
Das lutas sem presença.
Do vento célere em corredores lisos, sem entraves.
E aguardo seu contato.

domingo, 30 de agosto de 2009

LOBOS, SAPOS E CERCAS...


Sua saudade tem gosto de cigarro tragado.
E como não rememorar algo que pulveriza o ar, traz memória em forma de grafite.
Faz buraco, recheia veias.
E de longe toma conta do rebanho.
Mas cego que sou, creio que há somente uma ovelha.
Doutrinado a amparar carneirinhos, seu lobo.
E a noite coloca nomes em bocas de sapos.
Faz mandinga antiga, ensinada nas beiras de estradas dos sertões...
Ou a beira mar...

Sapos cozidos no suor do ato amor.
Lobos tosados.
Cercas lisas, sem farpas.

E mesmo assim acredita que haverá fuga?!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

DEPÓSITO


Já careci daquilo que me atrelava.
Paixões avulsas que colecionava.
Delas criava órgãos de vôo, respirava carbono.
E fuligem avivava meus olhos e cabelo.
Meu tubo digestor calcinado.
Deposito dos amantes.
Reto, boca e peito.
Língua suja, dentes amarelos,
Pelos suados, orelhas úmidas,
Axilas acidas, virilha embolorada.
Pés calejados.
Tudo sublimado pelo ardor cego.
A fenda candente que serve como lenitivo.
O que é desamparado por vocês. O que me foi alocado a saturar.
Capacidade parva de sentir afeição, essa ocorrência de idolatria.
Absorver sêmen, paredes e vazio.
Fundo arranhado pelo raciocínio.
Logicamente confrontado pelo músculo.
Dilacerando os cálices de alguém sem amor próprio.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O SER MENOR


Sou sempre o ser menor que a adentra ambientes pelas frestas.
Vapores que sobem ao teto e que desaparecem sem vestígios
O amor que você tinha nas mãos e que nunca guardou no peito.

Faço parte da historia que se rasgou, do filme que queimou
Fui mais feliz quando acreditava que fazia bem para as suas horas.
Aquele mágico que podia tirar coelhos de cartolas e não o homem que nunca soube dizer que amava outro.
Assim foi pelos anos que se passaram, eu sempre esperando que mais e mais coelhos saíssem e enchesse meu quarto. Que me esmagassem, sufocassem o ser menor que entra por suas frestas. Liquefaça os vapores, que chova dentro do seu peito, para que possa me agarrar em seu amor.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Fotos...


Quero fotos num banco de praça, ou simplesmente na sorveteira da esquina. Uma foto em um corredor de supermercado. Numa festa surpresa feita por você. Num quintal de folhas secas. Usando gorro e luvas de lã ou bermuda e chinelo. Só queria que fosse simples, feito polaroid.

ORFEU TE GUIE...


Existem cais, as rotas de fuga... Os ventos.
A razão para navegar, as ondas... As velas.
Espuma, oceano... Arquipélagos.
Mas como Andrômeda, fluxos anteparam meu corpo de seguir viagem.
Possuo a chave que me solta das correntes, e ainda me permito recusar a alvedrio.
Prefiro virar estátua de sal, sempre olho para trás.
Escolho ser devorado por gaivotas, exijo o labirinto da besta.
Não carrego escudo Ateniense, nem mesmo lanças.
Sou virgem nascida para o sacrifício.
Sou e me recolho ao acaso, das estrelas foi retirada minha vontade.
E que assim seja.
Sucumbir ao fardo fato de amar. De recolher a bondade ausente. Ignorar os sinais dos oráculos e sempre se atrelar ao cálice que já se esvaiu como azeite alastrado no pó.
A figura de um Jasão vencedor trazendo o velo de ouro não se atem a minha existência. Estou mais para a ida de Perséfone ao inferno, recebendo conforto nos braços de Hades.
Quem sabe um dia não cunho as estações do ano, nas qual posso abster de coexistir na invernia das lembranças.
Meu cerne ainda hoje é vigiado por Cérbero. E no Aqueronte só navega um barco.
Orfeu que te guie.
Salve-me.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

APENAS GAROTOS SANGRAM


Queria ser Otelo, dedilhando a lira dos amores perdidos.
Ser um ator grego narrando uma odisséia.
Coletar fatos, unir pontos, desvendar homicídios.
Cantar feito Lady Day, usando sua voz branda e ácida.
Criar asas e voar para morrer ao sol.
Anotar poemas em guardanapos de um boteco sujo no centro da urbe.
Ser um farol aclarando marinheiros para suas amadas em portos dispare.
E, no entanto, sou apenas aquele que você sonha e não quer tocar.
A música que conduz aos infernos de Dante.
O ator de uma comedia medíocre, o detetive que apenas encontrou alguma pista na sala mostarda.
Uma cantora em tons pastéis, nem quente e nem fria, apenas sem indulto.
A copia da copia de algo sagaz.
A pequena lâmpada que ilumina sua árvore e que insiste em queimar na noite de natal.
Como ser algo grande mesmo não sendo o que jamais fui o que você escolheu para amar.
Garotos sangram por dentro, o que nos faz mais infelizes do que garotas.
Expurgando sangue de muralhas, aos poucos suas tristezas se esvaem.
E nós, que ficamos olhando cada gota de dor sendo acumulada num vão chamada imo.
Vangloriando a arte de chorar pelos cantos.
Sofremos mudos.

ANOS E SEGUNDOS.


Faz tempo que acredito
A barreira de vidro que existia se quebrou
E notável foi o esforço para que mantivessem em pé
Mas após a queda, o que restou?
Envoltos em lembranças, os planos que fizemos se guardaram em caixas de papelão.
Joguetes de olhares, aquela menção ao nome da voz que cantava o nosso amor.
Faz de todos nossos juizes e testemunhas, todos olham pra algo que deveria estar unido e por alguma razão estranha não está.
Levam-se anos para esquecer e segundos para recordar. Como alguém tem em mão aquilo que um dia foi seu? Não de posse, pois nunca teria algo tão valioso assim, mas que pertencia a algo muito mais nobre. O sentimento inventado pelos românticos do século XVIII, que foi tão judiado por nós, os réus.
Feroz e impetuoso, roupas largadas no chão.
Tudo atado a nós imaginários, presos pela inveja alheia.
Acordo e penso se não seria melhor gritar na cara dos juizes que deles não sobra nem as vergonhas.
E que de mim, saem flores e abelhas.
De tão importante que você foi pra mim.
Ou é.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

UP! AND DOWN

Impressões de um DJ em decadência...

Primeira vez numa buatchy é exatamente como esse clip.


Detalhe: No clip tem mais gente dançando... hahahhahahahhaa

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

No caos encontrei saida...


SARAH VAUGHAN - SOMETHING

Something in the way he moves
Attracts me like no other lover
Something in the way he woos me

I don´t want to leave his now
You know i believe and how

Somewhere in his smile he knows
That I don´t need no other lover
Something in his style that shows me

I don´t want to leave him now
You know I believe and how

You´re asking me will my love grow
I don´t know, I don´t know
You stick around now it may show
I don´t know, I don´t know, I don´t know

Alguma coisa no seu jeito de sorrir
me atrai de maneira, de maneira como por ninguém
Alguma coisa no seu modo de olhar ou de andar, sei lá

I don´t want to leave him now
You know I believe and how
You´re asking me will my love grow
I don´t know, I don´t know
You stick around now it may show
I don´t know, I don´t know, I don´t know...

"Actually, I know."

domingo, 18 de janeiro de 2009

Essa xicaras de chá...


Com essas luzes amarelas, postes de iluminação, todas as cidades se fundem. Uma grande cidade, não importando o país. E essa igualdade urbana quebra-se no momento em que o motorista desliga as luzes internas do onibus, não vendo o reflexo semi-transparente de alguém que não sou. T. Amos cantando ao meu ouvido, praticamente sentada no mesmo banco. Voz e igualdade, cidades iguais, sentimentos iguais. Com outros nomes, mas pertencendo ao mesmo vortex.


Nada disso faz sentido,parece xícaras de chá em pires dissonantes ao conjunto comprado.
Só quem co-existe no meu corpo compreende. E nem mesmo eu tem acesso a isso.


É muito vago, mas realmente concreto. É gostar e não entender. Lendo algo que não se encaixa na situação encontrei algo que diz mais sobre tudo do que poderia colocar aqui.


"Precisamente o agradável é que nenhum de nós tenha dito nada e que, no entanto, nos compreendemos um ao outro só com essa muda linguagem dos olhares. Hoje disse-me mais claramente do que nunca o que sente. E fe- de um modo tão agradável, tão simples e sobretudo tão confiado! Até me deu a sensação de que sou uma pessoa melhor, mais pura. Dou-me conta de que tenho coração e que há em mim muitas coisas boas."


Vronski pensando em Kitty.

Trecho de "Ana Karênina" de Leon Tolstói


A. pensando em H.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

TEMPO DE NEVASCAS...







Olhando pra janela não reconheci o ambiente. Ainda sonolento. Ainda.



O quarto fica em frente a um campo verde, hoje branco. Branco... é, hoje tá branco... Branco?



Frio e inóspito. Até o rapaz chegar e alegrar o quarto, o meu quarto.



Pena que ele não sabe.






Um dia... Pode ser, né?!