quinta-feira, 20 de setembro de 2007

SUTURA


Apêndice passional inflamado, causando dores ao seu semelhante.
Fazendo-o contorcer aos seus pés, mutilando entranhas.
Digere o passado com álcool, fermentando em estômago poluído.
Quero água, quero lágrima.
Sinta o trabalho do meu corpo se recuperando da perda.
Apêndice maldito, escolhendo a hora errada pra o tormento.
Maquinando mentiras duras.
Vulto solido percorrendo o corpo, pedindo abrigo e atenção.
Me deixe em paz, me solte, me ame.
Decifre estrias e veja minha jornada.
Escute menos, fale mais.
Seja meu e de mais ninguém.

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