sábado, 1 de setembro de 2007

FINGERPRINTS


Em busca do homem, encontro o menino...
O menino chora quando pergunto o porque disso.
Já o homem responde grave, sério, incomodado.
Fala tudo, menos o que perguntei.
O menino brinca com a peneira... Acha engraçado a luz do sol através da trama.
E o homem acha graça da minha pergunta.

Fascinado com os quadradinho de luz, o homem segura junto com o menino a peneira.
Jura que um dia irá responder, mas enquanto isso é bom saber do meu pesar.

Não carrega consigo um calendário, por isso esquece os anos.
O menino ainda brinca com a peneira.

O homem mostra os dentes, a língua. Tira os óculos e não me enxerga.
Cada parte dessa exibição me recorda os primeiros dias.

Passo a mão na cabeça do menino e abraço o homem.
Nada que nunca tivesse feito.
Nada que eu carregava me acompanha.

Questiono se o menino sabia do meu afeto e se o homem sabia do meu respeito.
O homem encara como idolatria, o menino como mimo.
No mesmo lugar que achei você, encontro o menino e o homem de mão dadas.
Rindo, sem um saber que o outro faziam parte de mim.

E olhando a cena, me pergunto:
Notaram a minha presença?

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