
Transpor pragas em papel fizeram o ontem me libertar. Criou coragem para acordar. Supérfluo lugar onde despejo saudade.
Faça minhas palavras atingirem os martelos, bigornas e estribos. Fogo cruel queimando maldades crie crostas de cinza. Controle minha vida e me faça real. Quero carvão ardendo em minhas mãos, peço marcas permanentes. Mostram o que passei através dos anos.
Enxergue nelas nossa culpa, sinta cheiro de queimado. Acredito na dor como passatempo aos amantes. Fiz dela brincadeira e liberdade. E hoje se encerra a minha amargura.
Preciso deixar tudo isso ir embora e seguir em frente. Não recebi o que queria para me reerguer, por conta própria decido crescer. Queria fazer parte de você, assim como você faz parte de mim. Não quero que meu amor suma como fumaça. O amargo sentimento de perda se foi assim. Consumido.

Um comentário:
me fez lembrar a sensação que deve ter o cheiro de dinheiro queimado...
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