sexta-feira, 7 de março de 2008

SAUDADE BOLOR.

(Bruce Nauman, Helman Gallery Parallelogram, 1971)

Sinto falta da falta que sentia.
Fazia tudo ser mais tranquilo. Era exposto, real.
Só ficou saudade bolorenta que incomoda pelo cheiro antigo.
O pior é ver o bolor crescer e não ter força para impedi-lo.
Ou não saber se quero que realmente pare de crescer.

Ótimo acordar e não enxergar sempre o mesmo rosto.
Mas sinto falta da falta.
Mas quem se importa?
Quero de volta.

Não mereço e nem sou merecido, mas quero o que já foi meu.