sábado, 8 de novembro de 2008

Apertado, sufocado... Um dia acordo disso.


A chuva só serve pra me lavar e levar qualquer resíduo que ficou em mim. Além de me colocar pra baixo...

Difícil viu?

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

MEDO DO INVISÍVEL, DE SER INVISÍVEL.

Quando saber se o que você faz realmente afeta as pessoas em sua volta?

Não estou em uma fase boa da vida, em boa parte por minha culpa mesmo... Mas não é nessas horas que entram as pessoas que vc convive e que chama de amigo? Por que o numero de pessoas que te conhecem e que frequentaram sua casa reduz drasticamente pelo simples fato de ninguém querer se envolver no problema alheio.
Também não adianta dizer que não estava sabendo, por que noticia ruim (mesmo as noticias dos outros) sempre acaba chegando. Também não estou pedindo que alguém me pegue pelo braço e me conduza para o caminha na plenitude. Só queria que alguém soubesse que uma mensagem ou até mesmo um telefonema gera bastante alegria, mas o medo de se sujar na mesma lama é maior que o sentimento de companheirismo. E não estou apontando o dedo pra ninguém, e nem posso. Mas é terrível saber que no menor sinal de problemas me torno um ser invisível. Hoje em dia existem tantos meios de comunicação, posso colocar os links pra me achar na internet aqui se alguém quiser... E não receber nenhuma noticia ou recado de apoio.
E alguém que me conhece relativamente a pouco tempo realmente estendeu a mão e me ajudou até onde pode (e não pode). Quando foi que deixei de existir não sei, mas existe muito poucas pessoas que conseguem me ver e ao menos me dizem bom dia.
Ah, não preciso de ninguém me dizer como ter uma vida otima e plena, até por que 90% das pessoas que apontam o dedo pra mim dizendo "verdades" não possui nada alem de ilusão, dentro e fora de casa.
Realmente estou pra baixo, tentando não afundar e não preciso de nada alem de apoio. Que alguém acorde e lembre que amigo não é só aquele que está na sua festa de aniversario ou na sessão de cinema mais barata.

Amigo é quem mesmo não podendo fazer nada por você mas ainda acredita que tudo ira melhorar.

Campanha: Doe cotocos de velas para o Antonio.

E com isso me despeço, dizendo que gosto de quem gosta de mim, ok?!

bjo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Wooden Heart


Não nos olhamos, e isso seria um dos indícios que o que houve antes ainda não foi extinto. O ato de se abraçar não tem nenhum apelo forte, é mais uma ação que independe de outros, é como se escovássemos os dentes ou lavássemos as mãos depois de sujarmos com tinta de caneta que estourou. Mesmo numa conversa direta, em que devemos olhar pra nosso interlocutor, ainda sim existe uma esquiva poderosa que nos oprime. E de vez em quando me pego pensando/sonhando com um abraço cáustico. Mas a minha obstinação em não aceitar mudanças cobra um preço muito alto. É mesmo necessário que olhares se cruzem e se fixem para demonstrar apreço e respeito? É viável voltar a sentir necessidade de carinhos e a vontade de grudar boca com boca quando se encontrar ou sente anseio forte? Me pego pensando se me faço presente por carência ou por rancor. E isso não faz nada bem, mesmo depois de mais de um ano. Porém, mesmo nesses encontros vacilantes, a força que nossos intelectos funcionam, impulsionando esse frenesi de sentimentos, mostrando a qualquer um que reconheça essa faísca de amor ainda perseverando em brilhar, que se tentássemos desvencilhar o âmago do outro, conseguiríamos uma proeza tamanha, que assustaria os amantes ao nosso redor. E acredito que por isso não podemos jamais nos sentir confortável estando no mesmo cômodo ou no mesmo país. Mesmo quando tento preencher o espaço deixado por outra alma, se torna fraca essa ação. Não sei se quero que seja preenchido ou se prefiro domar outro impulso de gritar no seu portão mal afixado no muro da sua casa. E depois de mais um sonho, extremamente vivido, volto a escrever pra falar mais uma vez que não sei coexistir com a falta que sinto. Se ainda amo mesmo essa criatura complicada e mais cativante que conheci. Que neuras ancestrais apareçam e que consiga de uma vez por todas derrota-las. Claro que só terei forças para essa batalha em meus enleios noturnos ou durante os momentos de semi-sono enquanto ando de metrô.
E de tudo isso só restou um urso de pelúcia, umas fotos que usamos nossas roupas trocadas, o primeiro cd do segundo encontro e um agasalho recebido da partilha de bens. Que eu consiga depois de queimar tudo isso aceitar que não vou mais ter você do mesmo jeito que achava que tinha. Que entre outra pessoa na minha vida do mesmo jeito atordoante que você entrou.

“And it's only you, who can turn my wooden heart”

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Faz tempo q não tenho saca pra escrever em blogs, mas hoje depois de sentir um frio na barriga e o mesmo passou muito rápido, me senti a vontade pra escrever aqui.
Já algum tempo tinha conseguido me recuperar das perdas que tive a dois anos atrás, e hoje vendo como isso me influenciava, fiquei tão tranquilo de conseguir me livrar disso. Foi realmente complicado deixar essa dependência de lado, mas foi por que não sei lidar com mudanças. Sempre foi complicado aceitar algo q muda de repente ou q eu sei q não vai se sustentar por muito tempo. Foi mais por isso, do que por algum sentimento cliche, que me sentia derrotado. Foi por não aceitar a ausência que sempre tive do meu lado e isso me machucava muito. Hoje, mesmo sabendo o que me esperava, fui conferir e tirei a prova de que a mudança drástica que passei não tem mais efeito sobre mim. Ficou a saudade das coisas boas, e nao acho q isso irá sumir. Deve diminuir com a falta de convivência.

Caminhos diferentes que um dia se cruzaram, hoje só sobrou o pó das estradas.

domingo, 20 de julho de 2008

Longe, bem longe.

Como faço pra deixar que a saudade não aparecer de repente?
E sempre em horas impróprias...

Não faz isso saudade, me deixa dormir e acordar em paz.

Mas seu rosto aparece sempre...